sábado, 6 de julho de 2013

PODE ISSO PASTOR?



Por esses dias tenho experimentado uma sensação estranha. A religiosidade criou uma coisa meio louca na cabeça de muita gente.  Diversas pessoas têm determinadas práticas, tais como tomar um cálice de vinho, um copo de cerveja, ouvir uma música “não cristã” (essa definição é meio estranha, mas é a que temos) ou desejam outras coisas, como fazer uma tatuagem, colocar um piercing, enfim escolhas que desagradam o pensamento religioso comum.  Mas o que essas pessoas têm com a sensação ruim que estou sentindo? TUDO! Como assim? Explicarei.
PODE ISSO PASTOR? Quando sou indagado sobre essas coisas ou quaisquer outros assuntos respondo buscando “luz das Escrituras” e tento ser o mais sincero possível nas minhas colocações. Quando você me questionar se é pecado fazer algo da lista acima, me ouvirá dizer: “PODE SER QUE SIM OU QUE NÃO”. Não posso taxar de pecado aquilo que a Escritura não taxa. Não tenho o direito de atribuir ao Diabo o que a Bíblia não o faz. Isso deveria ser uma questão simples e a coisa seria então tratada com equilíbrio temor do Senhor Deus. Mas infelizmente não é assim. Os cristãos, principalmente os evangélicos tem uma necessidade de fugir das suas vontades dando ao Diabo aquilo que não é dele.
Pessoas tem vontade de ouvir Renato Russo, por exemplo, mas querem ser freadas em suas vontades ouvindo o pastor dizer que é pecado. O pior é que conseguem se submeter a líderes que deturpam a Palavra de Deus para dizer isso. E tornam-se zumbis de uma religiosidade que nada mais é que asceticismo fingido. Essas sentem a imensa necessidade de viver acorrentadas a um sistema religioso vil e cruel. Ainda dizem que isso é santidade. Não é, isso no mínimo é santarrice. E isso apenas afasta o homem de Deus, tornando os líderes numa uma espécie de “semideuses” donos da verdade, de uma verdade que eles mesmos criaram como instrumento de manipulação do outro.
Outras pessoas querem ir a festas, beber, se tatuar, colocar piercing, ouvir música, enfim, fazer tudo isso. E farão! Uns moderadamente, outros como ímpios travestidos de “crentes”. Mas esperam ansiosamente ouvir que estão pecando. Eles desejam que reverbere de modo cruel em seus ouvidos  que todas as práticas citadas são pecaminosas. E quando ouvirem isso da boca de seus líderes manipuladores ou manipulados dos santarrões, mesmo quando isso doer em seus ouvidos, eles beberão, ouvirão, tatuarão e farão tudo aquilo que consideram pecado. Adoram essa “clandestinidade gospel”. O nome disso é HIPOCRISIA! Simples, nua e crua!
Ah! Mas há pastores que ainda querem o equilíbrio, buscam a moderação, o pastoreio bíblico. E esses homens dirão que tudo isso pode ser pecaminoso ou não. Quererão conduzir a Igreja tendo a Escritura como guia. E o que acontecerá? Eles dirão que não tem autorização para criar uma lista de pecados extra bíblicos. Conduzirão o rebanho de Deus segundo a Voz do Pastor. E? E serão taxados de liberais demais (mesmo que nem entendam o que de fato é ser liberal), de aberto demais, de moderninho demais. Pastores assim acabam não servindo para muitas de nossas igrejas. Mas por quê? Pelo simples fato de que não estão dispostos a PROIBIR POR PROIBIR!
            E o que se pode fazer em relação a isso? PREGAR A PALAVRA! Ensinar com sobriedade e verdade. Quando um pregador anuncia fielmente a Bíblia e conduz vidas à convicção de que elas têm a responsabilidade de tomar decisões e fazer escolhas como cristãs, e que isso dirá muito acerca de sua vida com Deus, esse pregador corre o enorme risco de vê-las insatisfeitas porque carecem ouvir que tudo é do Diabo, mas também de deixar pessoas muito a vontade para pecar deliberadamente. Ele perceberá, no entanto, que outras entenderão a mensagem e honrarão ao Senhor através de suas escolhas. Cabe então ao pregador apenas uma coisa: PREGAR FIELMENTE! Essa fiel pregação é antes de tudo, para que o nome do Senhor seja glorificado! Como consequência disso, a Igreja d’Ele será edificada.
            Cada cristão deve fazer suas escolhas tendo a Palavra de Deus como guia. Precisamos abrir mão dos julgamentos conforme os nossos parâmetros. Padrões religiosos são mutáveis, culturais e negociáveis. Verdades bíblicas, normas da Escritura, essa sim são imutáveis. Que a Bíblia determine nossas escolhas.

            Um abraço,

Caco Pereira

Um comentário:

dada66324 disse...

Tem muitos líderes religiosos precisando meditar em artigos como este