terça-feira, 24 de abril de 2012

BALDES FURADOS



As vezes sinto como se tivesse colocando água em BALDES FURADOS. Dá uma tristeza, uma dor na alma. Mas depois lembro que alguém fez e ainda faz o mesmo por mim e comigo.
Essa frase me veio a mente em um momento de tristeza em virtude de posturas que alguns seguidores de Cristo que estão sob meu pastoreio resolveram tomar. Depois foi aquecida pelo diálogo com pessoas amadas.
Fui conduzido a refletir sobre nossa condição como ovelhas de Cristo, pessoas em processo de aprendizado sobre o que é servir a Deus. Pois bem, chegue a conclusão de que somos todos “ BALDES FURADOS ”.
Somos pecadores miseráveis que foram remidos pelo sangue de Cristo, regenerados, tornados novas criaturas. Mas ainda sim pecadores, pessoas falíveis, muitas vezes nocivas, incompletas. Temos posturas, decisões, escolhas, comportamentos completamente alheios a vontade de Deus. Somos “ BALDES FURADOS ”.
Por muitas vezes o ensino da Palavra que nos parece belo, aceitável e aplicável, escorre de nós como se não tivesse lugar para ele em nossas vidas. Há dias em que estamos tão cheios de vontade de fazer o que é reto e agradável ao bom Senhor. Almejamos por ter e temos prazer intenso na presença d’Ele. Mas noutro instante, sentimo-nos vazios e fracos. Nessas horas somos facilmente conduzidos pelos desejos contrários ao Bondoso Deus. Repete-se em nós o que Paulo diz: Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus”. Romanos 7:15-22
Todas as vezes que como “BALDES FURADOS” deixamos de agir segundo o bem que há em nós pelo sacrifício de Cristo, nos vemos entristecidos, angustiados, chorosos.  E infelizmente aparecerão alguns homens “santos demais” que nunca nos ajudarão a “remendar” os furos. Mas farão questão de simplesmente evidenciá-los.
Mas Paulo aconselha muito bem os “BALDES FURADOS”: Não vos embriagueis no vinho, no qual há dissolução, mas “deixai-vos ser cheios” do Espírito Santo. Se querem ser “BALDES SANTOS”, permaneçam debaixo das “águas do Espírito”  Busquem-nO e sejam cheios, transbordem d’Ele e serão diferentes.
Não há na Bíblia promessa de perfeição enquanto Cristo não voltar, mas há conselhos e promessas fantásticas para aqueles que lavados pelo sangue de Cristo, desejam tornar-se adoradores, vivendo de modo digno d’Aquele que nos chamou das trevas para a verdadeira luz.
Somos sim pecadores miseráveis, mas fomos alcançados pela graça salvadora,  e se assim foi, os BALDES FURADOS não seremos jogados no "LIXO", mas seremos "feitos novos". Por isso, precisamos urgentemente começar a viver para a glória de Deus. E isso torna-se menos difícil quando entendemos que NÃO SOMOS PERFEITOS! QUE NÃO EXISTEM SUPER CRENTES. Quando isso acontece passamos  depender mais da graça de Deus.  Também é necessário entender que não devemos “facilitar” com o pecado e que precisamos “fugir” daquilo que nos aproxima de agir de forma contrária ao caráter de Deus.
BALDES FURADOS, frágeis, limitados, falíveis devem o tempo inteiro buscar ser cheios do Espírito, tendo n’Ele total contentamento, esperança e motivação de vida
Quer Deus nos encha!

Caco, um BALDE FURADO tentando se “remendar”










5 comentários:

Cybeli disse...

Me lembrei dessa parábola:

Julgando o meu próximo

Um dos monges de Sceta cometeu uma falta grave, e chamaram o ermitão mais sábio para que pudesse julgá-la.
O ermitão se recusou, mas insistiram tanto, que ele terminou por ir. Chegou ali carregando nas costas um balde furado, de onde escorria areia.
- Vim julgar meu próximo - disse o ermitão para o superior do convento. - Meus pecados estão escorrendo detrás de mim, como a areia escorre deste balde. Mas, como não olho para trás, e não me dou conta dos meus próprios pecados, fui chamado para julgar meu próximo!
Os monges desistiram da punição na mesma hora.

Chabar disse...

amém!!!

Cacá disse...

Desejo que se for para sermos baldes furados, que a água que escape por nós seja a do Espírito Santo, pois estamos a cada dia buscando estar cheios d'Ele. Deus abençoe ricamente sua vida meu irmão!

Marcelo Augusto disse...

Muito bom.
Um abraço de outro balde furado.

Rosane Freitas disse...

Realmente somos baldes furados e as vezes não demos conta disso ótimo texto bom demais para uma auto imagem de nós sobre que cristão somos.