terça-feira, 17 de janeiro de 2012

QUEREMOS O EVANGELHO!


Esses dias em um bate-papo com os jovens da Comunidade Presbiteriana de Conde, falei abertamente (como sempre) sobre a situação da música gospel. Saí dessa conversa com uma sensação de que ainda é possível viver e cantar o Evangelho com simplicidade, profundidade e verdade.
Tive a certeza que não precisamos ficar “escravos” de certas músicas e de “artistas” que apenas desonram o caráter do Deus Vivo e Verdadeiro. Ficou nítido que aquela galera está de “saco cheio” de exigências ao Soberano, de determinações, de conquistas, de unções, de caçadores de unção, de declarações e adorações que de proféticas não tem nada.
Existe muita gente sim que não suporta mais esse bacanal da gospelândia. Existem servos e servas do Senhor Deus que ainda querem BOA MÚSICA! Essas pessoas não estão dispostas a encher os bolsos de “levitas” que nada mais são do que amantes dos seus próprios bolsos e egos.
É impossível ligar o rádio e sintonizar nas rádios “gospel” e não ficar enojado com tanto esterco cantado, com tanto esgoto exposto de formal tão cruel. As cópias mal feitas da parte ruim da música não evangélica domina o universo gospel. A teologia podre e fétida da prosperidade, das unções, dos gritos, das línguas, das conquistas, das curas, domina o mundo gospel e o torna cada vez mais asqueroso e banal.
Não existem ritmos sagrados. Essa não é a discussão. O problema é a fidelidade escriturística. Uma das músicas mais cantadas hoje, fala da morte de Lázaro e traz a tona um desejo ensandecido de que Deus ressuscite sonhos, remova uma tal pedra, chame-a para fora, ressuscite-a... Enfim, a música é uma deturpação TOTAL do texto bíblico, que é utilizado totalmente fora do contexto e que leva as pessoas ao emocionalismo tosco e Jesus a um status de “ressuscitador de plantão”.
Jesus não deve ser apresentado como uma espécie de curandeiro, de realizador de projetos, de sonhos... Cristo é Senhor absoluto de todas as coisas, é assim que deve ser cantado. Não! O texto da ressurreição de Lázaro não pode ser cantado de forma simbólica sobre minha vida emocional, financeira, amorosa ou o raio que seja! Isso é uma apropriação indevida da Bíblia.
Deus deve ser adorado de acordo com a Escritura e não com o egocentrismo humano, não com os anseios egoístas de pessoas que só querem um “deus” que lhes alimente os bolsos, lhes cure e lhes encha de um poder mentiroso para viver um falso evangelho. O caráter de Deus, seu poder, sua majestade, santidade, honra, misericórdia, justiça...Enfim O QUE ELE É, deve ser cantado.

Não posso cantar músicas de pessoas que brincam com a fé e com a saúde emocional dos outros (entenda o que disse, ouça a faixa cinco “cântico espontâneo” do CD “Nos Braços do Pai” – Diante do Trono 5). Não posso reproduzir e divulgar artistas que vão a programas em rede nacional e propagam o pluralismo religioso. É impossível fazer parte desse “Caldeirão”. Não creio nesse festival de “Promessas” da gospelândia. Chega desse bacanal! Quero o EVANGELHO!

Em face disso tudo tomamos uma decisão: Em alguns dias (tempo de ensaios, escolhas de repertório e instrução) a Comunidade Presbiteriana de Conde NÃO CANTARÁ MAIS nada do Diante do Trono, Fernando Brum, Toque no Altar, Fernandinho, Aline Barros e muitos outros “artistas”. Não, essa não é uma atitude de superioridade, de autossuficiência, ou de qualquer coisa do gênero. É na verdade uma busca pela fidelidade ao texto bíblico e a conduta cristã séria. Estamos cansados desse evangelho barato, que torna Deus um escravo do ego humano, uma espécie de garçom nesse bacanal da "gospelândia". Enfim, queremos O EVANGELHO.

QUE DEUS ACEITE NOSSO LOUVOR!

Pr. Caco Pereira

7 comentários:

Isaac Marinho disse...

Os tempos mudam...

Quem antes visitava os templos para adorar a Deus com a Igreja hoje faz shows e cobra ingresso.

Eu não quero subir como Zaqueu, quero produzir frutos dignos de arrependimento como ele produziu.

A minha vitória não tem sabor de mel; tem sabor do suor, das lágrimas e do sangue de Jesus.

Enfim, que toda honra, glória e louvor sejam dadas a Deus. Que nós possamos cantar louvores a Deus, mesmo na presença dos deuses deste mundo.

Que estejam na nossa garganta os altos louvores de Deus, e a palavra, mais afiada que qualquer espada de dois gumes, em nossas mãos.

Que as medidas que o senhor tem tomado junto à sua comunidade sirvam para o melhor andamento da obra de Deus.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Ana Lívia disse...

Texto ficou ótimo. Dói os ouvidos muitas das músicas que se catam em certas igrejas hj. Mas o mais extraordinário foi vc ter conseguido convencer a comunidade a tomar uma decisão tão radical. Mas isso é necessário! Soli Deo gloria!!!

Rui Fábio disse...

Olá meu mano... Graça e paz!
Quanto aos cânticos ministrados na adoração coletiva em nossos cultos, sempre agi com alguns critérios, por isso, todas as letras passam pela minha avaliação antes de celebrarmos com a igreja.
Bom, é nesse momento de avaliação que submetemos a "letra" do cântico a algumas alterações e adaptações, quando necessário, à nossa teologia bíblica.
Mas, se me permite, acho a decisão extremamente radical e não vejo nessa postura uma contribuição de instrução à comunidade. Acho que o prudente é avaliarmos cada cântico.
Abraços meu querido.
Rui Fábio

Wellington Augusto disse...

gCom todo respeito... Comentar o quê? Parabéns, o texto é claro!

Kaline Melo disse...

Belo texto, Pastor! Não sou ligada em musica gospel, mas as que tenho ouvido ultimamente, são para mim, um tanto "estranhas". Só queria perguntar uma coisa: Se músicas são louvores ao Senhor Deus, pq eu tenho que pagar para louvar? Não seria algo como cobrar pra assistir um culto?
Abraço

Cybeli Oliveira disse...

Infelizmente, eu só consigo definir a música gospel em duas palavras: COMÉRCIO E IDOLATRIA. Comercio, por se tratar da venda da palavra de Deus, pois o que existe hoje em dia são cantores milhonários em busca de fama e dinheiro à custa do nome do Senhor. Há quem diga que eles servem pra pregar o evangelho, resgatar almas... Acreditaria sim, se não tivessem nenhum lucro financeiro, cantassem e louvassem a Deus nos seus shows sem nenhum benefício material e que seus discos fossem todos doados, mas nada disso acontece... Quanto a idolatria, é lamentável ver milhares de pessoas que seguem um cantor ao invés de seguir a Cristo, perdendo seu tempo indo assistir shows gospel, chorando, gritando, se descabelando com fotos nas mãos, idolatrando tanto os cantores que até se esquecem de meditar nas letras das músicas que estão sendo cantadas. Tem uma música da Aline Barros (APAIXONADO), que eu fico só me perguntando: A paixão vem do Senhor?? Deus quer que realmente sejamos apaixonado por ele?? Claro que não! A paixão é um sentimento que não provém de Deus. Deus quer que nós o amemos, que o adoremos... Pois a paixão é carnal e o amor espiritual. De tanto idolatrar coisas banais, esquecem de idolatrar ao autor de todas as coisas, a quem deu a vida por nós e a quem está pronto pra nos dar a salvação (JESUS CRISTO). Sabe Ricardo, isso só faz ainda mais aumentar a certeza de que a igreja que eu escolhi pra servir a Deus é uma das mais "corretas", pois lá não existe cantores, existe servos do senhor que abrem a boca pra louvar a Deus através dos hinos do hinário exclusivo da igreja, onde todas as letras foram reveladas pelo espírito santo do Senhor...

Que todos fiquem na paz do altíssimo Deus!

Betel Brasileiro Seixas disse...

Quero ser bem sucinto neste meu comentário. Vejo mais heresia em “500º de puro fogo santo e poder” da Cassiana do que em “Aquarela do Brasil”. “Brasil!/Meu Brasil Brasileiro/Mulato inzoneiro/Vou cantar-te nos meus versos/Brasil, samba que dá/Bamboleio, que faz gingar/O Brasil do meu amor/Terra de Nosso Senhor...”. É momento de se estudar até para fazer música. Isso também vem da falta de uma boa teologia.
Um forte abraço
Deus nos ajudade