sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

“O EVANGELHO DE NOEL”

Outro dia em dos meus textos mencionei um ex-aluno chamado Alex. O moço é mais um "louco são" com quem tenho o prazer  de compartilhar alguns pensamentos, frustrações e sonhos em relação a Igreja. Ele escreveu um texto bastante interessante sobre o Natal. Não concordo com TUDO que está posto aqui, mas identifico-me verdadeiramente com o conteúdo central da mensagem do Alex. Por isso, publico hoje o artigo desse irmão "louco são". Leiam, concordem, discordem, sejam incomodados pelas palavras meio "ricardianas" ou muito "alexianas". 


...”Então é natal, e o que você fez, o ano termina e nasce outra vez”..., não sei se você recorda, mas, essa frase é uma estrofe da nostálgica música: “Então é Natal”, da cantora Simone, que nessa época é o hit’s dos corações entorpecidos pelo perfume do espírito de Roma, que exala na estação mística do Natal.
Das aberrantes heresias inauguradas há séculos atrás pela Igreja Católica, o Natal é uma delas, que universalmente ludibriou milhões de pessoas em uma fantasia alucinógena. É nesse “Clima de Natal” que assistimos um espetáculo de ficção protagonizado pelo lendário velhinho noel, expert na arte do ilusionismo, do consumismo, da segregação dos pobres e também na devoção do feitiço e da magia. É também nesse clima que os “evangélicos” (a maioria) disseminam o “Evangelho de Noel, uma pseudo-doutrina anual engendrada pelo “ego” humano que se alastra no hall dos que dizem: “Sou Uma Nova Criatura” (apenas dizem), os mesmos que também dizem que não praticam mais as virtudes do mundo (será?).
O chocante é que esse “Evangelho de Noel” tem um poder que adultera comportamentos, porém, é pérfido ao Evangelho de Cristo, pra mim, é bem melhor viver a fantasia em assistir a apresentação do “Cirque De Soleil” do que viver a fantasia do “Fantástico Mundo de Noel”.
Estonteante é a discrepância desses “evangélicos”, a religião que mais cresce no Brasil é a mesma que difunde e advoga fervorosamente suas mega-ideologias religiosas, realizam cultos pomposos e revestem-se de conceitos doutrinários (as vezes anti-bíblicos) para exibir aos ímpios um tipo de rótulo da perfeição, mas, diante de tudo,  há um agravante paradoxal, essa  “tribo evangélica” ainda não encontrou uma defesa espiritual-imunológica para esterilizar dos pendores natalinos e seus ritos, também não encontraram uma posologia ativa para incinerar a neo-heresia: “Evangelho de Noel”, que é meramente um sub-produto em merchandising promovido “espírito de Roma”( fundador do Natal).
         É nesse “Clima Natalino” que a “Ortodoxia” e a “Ortopraxia” são recambiados pelo carismático “Evangelho de Noel”. Poxa! Que indolência desses “evangélicos”, passivamente extirpam o teor bíblico de suas vidas e migram indecorosamente para o “espírito natalino”, fazem isso todos os anos (por comodidade) para não se sentirem como um peixe fora d`água, afinal, é Natal, e assim, os “evangélicos”convertidos por este clima alegórico cultuam os rituais mágicos do Natal, e bombasticamente aqueles disfarçados de “Discípulos de Cristo” travestem-se de  “Discípulos  de Noel”. Meu Deus! Que tempo é esse? Que loucura é essa? Por que o “espírito natalino” detém tanta gente? E que lástima ser um expectador desse “Evangelho de Noel”, uma calamidade espiritual.
         O clima do “Evangelho de Noel” pulveriza um efeito que faz com que os “evangélicos” tornem-se clones das virtudes dos ímpios nessa época, não obstante, compram a roupa e o sapato novo para usar na lunática “Noite de Natal”, enfeitam suas casas, gastam absurdos com presentes (a maioria fiado), participam do Amigo Secreto( ritual pagão oriúndo do ocultismo) que já é realizado dentro das Igrejas. Outros “evangélicos” realizam confraternizações na enigmática “Noite”, decorada com Guirlandas, Sinos, Árvore de Natal, Pisca-Pisca e som ambiente tocando “Jingle Bell” (e outras que dói no ouvido), e para degustação o famoso “Peru de Natal”. O inacreditável agora é real, Igrejas com fachadas bem Natalinas e Noelísticas,(tem umas que falta apenas o trenó do velhinho), realizam cultos temáticos ( para não ficar fora do clima de natal) e também já tem até pastor pregando com o “gorro vermelho” na cabeça.
         É por esse e outros motivos que a religião evangélica cresce no Brasil, com notoriedade detectamos que esse crescimento foi e continua sendo “pirateado”.  É lamentável ser um co-participante desse “Evangelho de Noel”, que é uma anomalia cristã e também um tipo de veredicto de que não ocorreu regeneração no coração e na mente dessa espécie de “evangélicos”, que com suas almas católicas anseiam os mais surreais desejos engavetados no “eu”, exportam virtudes pagãs, maquilam uma piedade farsista e permanecem órfãos do “Evangelho de Cristo”.          Roguemos para que o Poder da Misericordiosa de Deus transforme o “ego” desses “camaleões religiosos” ao perfil de Cristo. Mesmo sabendo que o Natal é uma farsa, contribuem, patrocinam e cultuam essa festa pagã pregando o “Evangelho de Noel”. Que o Senhor Deus, pelo Poder Inabalável de sua Graça mantenha Sua blindagem sobre a minoria convertida em Jesus Cristo.  Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo por toda essa minoria imunizada por Deus do “Evangelho de Noel”.

“Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo, a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens, não provém do Pai, mas do mundo”. ( 1Jo. 2. 15-16 )

* Alex Albuquerque é membro da Igreja Betel Brasileiro em Mangabeira 2, Publicitário e aluno do Seminário Teológico Betel Brasileiro em João Pessoa.

3 comentários:

André Bronzeado disse...

Gosto muito da ideia do Ortopraxia quando se propõe a incitar as mentes dos crentes para uma espiritualidade verdadeira expressa na vida prática. A crítica à religiosidade vazia é uma constante em nossos textos, como o texto do irmão Temístocles intitulado “Somos mesmo espirituais?”, publicado aqui na semana passada. Diga-se de passagem, excelente texto.

Por outro lado, embora considere coerentes em parte as afirmações do irmão Alex no seu texto “Evangelho de Noel”, não posso deixar de registrar minha total discordância (já que colaboro com o Blog) em relação a alguns excessos (na minha óptica) cometidos na produção do texto. Afirmar que o Natal é uma das “aberrantes heresias inauguradas há séculos atrás pela Igreja Católica”, é um esdrúxulo desconhecimento histórico da Festa, além de uma desvalorização total da comemoração. De fato, a Bíblia não prescreve comemoração do Natal, porém também não a proíbe. Há elementos na própria Bíblia que demonstram a singularidade da noite divinal em que o Verbo se fez carne. Pastores se chegaram para adorar o menino nascido e até os astros do céu o adoraram. Não vejo heresia nenhuma em lembrarmos do Natal com alegria, em comemorarmos a paz e a justiça de Deus no Natal. Toda a Cristandade comemora este evento.

Há alguns dias escrevi no Blog sobre o Natal (http://ortopraxia.blogspot.com/2010/12/um-menino-nos-nasceu.html), oportunidade onde tracei um histórico das comemorações natalinas fazendo questão de refutar os elementos que não têm nada em comum com o Natal como, por exemplo, o Papai Noel, o presépio, o consumismo, etc. Não se pode considerar heresia enfeitar igrejas e nossas casas, confraternizar-se, lembrar de um momento tão especial, cantando assim como os anjos “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens a quem ele concede o seu favor”.

Afirmar que o Natal (ou sua comemoração) é uma farsa é ser leviano nas palavras. Demonizar a festa por conta do catolicismo é se esquecer que Deus usou até o catolicismo para preservar muita coisa que possuímos hoje enquanto protestantes. Afinal, como afirmou A.W. Pink, a providência de Deus é tamanha que “usou até os papistas por toda a idade das trevas para preservar no Novo Testamento...”. O que dizer dos grandes concílios da igreja dos primeiros séculos (bem, era igreja católica!) e ainda assim nós utilizamos seus argumentos até hoje! O que dizer do credo niceno? Advogaremos que é uma heresia porque foi feito por católicos? De modo nenhum. Falar em comemoração, amigo secreto, ocultismo... espera um pouco, irmão, daqui a pouco vamos estar vendo demônio até debaixo do nosso travesseiro e isso é mania neo-pentecostal. Eu continuo comemorando o Natal, o dia em que o Verbo de Deus se fez gente, sem me contaminar com o que você chamou de “Evangelho de Noel”.Se vamos deixar de observar o Natal pelos argumentos expostos no texto, então devemos tambem deixar de fazer muita coisa no nosso dia a dia, porque é "pagão" e "mundano". O que a igreja precisa fazer é proclamar o verdadeiro sentido do Natal e sua memsagem centrada em Cristo e não cruzar os braços e ver o Natal se transformar na festa do Papai Noel.

Fabio Besi disse...

Cara gostei da idéia deste blog. Pra complementar numa mesma idéia o que aqui foi falado, gostaria de deixar o link do meu blog com um assunto de mesmo interesse.

http://fabiobesi.blogspot.com/2010/12/o-verdadeiro-sentido-do-natal-cristo-ou.html

Deus abençoe, e que Jesus seja o foco sempre!

Fabio Besi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.