segunda-feira, 6 de julho de 2009

E se Nossa Fé For Inoperante?

Por favor leia Tiago 2.14-26
O que dizer de alguém que está na Igreja durante toda sua vida, que conhece a Escritura muito bem, no entanto, não mantém um testemunho fiel através da prática das boas obras? O que dizer de alguém cuja fé é inoperante?
Tiago, o irmão do Senhor, parece ter respondido essa questão. Se entendemos que a fé sem obras é inoperante, morta, dizemos então, que não praticar boas obras é um sinal de “não salvação”. Stanilas Lyonnet, tratando acerca do amor, diz que o indivíduo que não ama é um herege e está negando a Cristo. Se verificarmos as palavras de João na sua primeira carta, capítulo quatro, verso oito, somos levados a concordar com ele, e afirmar a dificuldade em crer que alguém cuja fé é inoperante seja salvo (STANILAS LYONNET. A Caridade Plenitude da Lei).
Uma fé meramente intelectual pode transformar a pessoa num excelente teórico acerca das verdades da Escritura, mas jamais o tornará um cidadão dos céus. Abraão foi justificado pelas obras no sentido de que as suas obras e obediência confirmaram a salvação que lhe havia sido imputada. O mesmo se diz de Raabe, a prostituta que conheceu o amor do Senhor, viveu por esse amor e acabou sendo contada na genealogia do Salvador. Assim, à luz da Palavra, afirmamos que uma fé inoperante apenas atesta a impiedade do indivíduo, simplesmente testifica que alguém "viveu para morte eterna".
Na verdade, fé inoperante é falsa fé, é enganação, é qualquer outra coisa, menos fé. Ela não tem proveito algum, é apenas engodo. Boice diz que essa fé, nada mais é que falsa pretensão (BOICE. Creio, Sim Mas e Daí?). A fé verdadeira, aquela que produz frutos pode ser percebida pelos seus resultados; já a falsa, nem mesmo faz barulho nas folhas. Ela é estéril. Pode até ser apresentada sob uma capa de piedade, de santidade, mas nunca será aquela que tem os frutos para mostrar.
J. C. Ryle fala sobre a fé inútil, inoperante. Ele diz do homem que tem esse tipo de fé: “Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno” (J. C. RYLE, Tipos Inúteis de Fé.).
Falsa fé é uma fantasia! Fé sem obras, nas palavras de Jesus, é como sal insípido, sem sabor, que não presta para nada. É um ramo não ligado à videira, que só presta para ser podado e queimado.
É biblicamente inaceitável que alguém que presuma ser salvo em Cristo e tenha uma fé inoperante. Até pode haver momentos de esfriamento, de perda da alegria da salvação. Entretanto, através dos meios de graça o crente pode ter restituída a operosidade, a alegria da salvação. Por isso, afirmo que os crentes em Cristo devem, ardentemente, buscar o enchimento do Espírito para que, por ele, sejam dominados, a fim de viverem uma vida de fé operosa que sempre conduz a uma vida plena de alegria no Senhor.
Amados, examinemos nossas vidas e vejamos se nossas fé tem promovido a glória de Deus através de ações de amor ao próximo, de compaixão e de testemunho da graça daquele que nos chamou das trevas para o Reino do Filho de seu amor.
Que o Deus da Palavra nos bendiga e nos conduza em obras que glorifiquem o nome Santo dEle!
Um abraço afetuoso,

Pr. Caco


3 comentários:

Rev. Liberato Pereira dos Santos disse...

Ficou excelente a apresentação do seu blog, parabéns!
Deus o abençoe grandemente.
Em Cristo.

Poliana disse...

Pra quem está em falta com a fé, um pouco distante de Deus, como eu, essa leitura foi um choque de verdade, um tapa na alma. Parabéns pela forma como disserta! Parabéns pelo blog, tá lindo!

Jotapê disse...
Este comentário foi removido pelo autor.