domingo, 23 de novembro de 2008

AVALIANDO NOSSOS CONCEITOS




Depois de vários dias estou atualizando o blog. Dessa vez serão três artigos sobre o mesmo texto. Na verdade, são três pontos de uma mensagem que preguei recentemente no culto jovem da IP Ebenézer. Espero que sejam edificados.

Por favor leia Romanos 12. 3-8

1. Qual o conceito que temos sobre nós mesmos? V. 3

Vivemos em uma época altamente antropocêntrica, egoísta, individualista. Os livros mais vendidos geralmente são os que ensinam as pessoas que elas são as melhores, que são boas, merecem o sempre as coisas mais prazerosas e agradáveis. Os líderes de movimentos de “classes” clamam por igualdade, e conseguem aprovar leis que sempre os colocam em posição de superioridade às outras pessoas. Em nome do que chamo de “coitadização histórica”, criam as cotas raciais, o dia da consciência negra (hum... não sou nenhum "branquelo" rsrs. Provavelmente conseguiria vaga no sistema de cotas), o dia internacional da mulher (ODEIO MACHISMO E FEMINISMO NA MESMA PROPORÇÃO) o dia de todos os “coitados”. E vem aí, o dia do orgulho gay! (Homossexualismo não é doença, por isso não deve o homossexual ser tratado como doente. Ele (a), não é um cidadão (ã) diferente dos outros. Por que então tem que ter direitos especiais? - Andam querendo que eu não possa mais dizer que homossexualismo é pecado. Talvez acabe sendo preso por isso. Alguém vai ser preso se disser que estou errado por ser heterossexual?)
Estão no outro extremo aqueles que colocam o ser humano como a pior espécie criada por Deus. Esses são cruéis em sua avaliação. Não acreditam em mudança, em restauração, em novidade de vida. Esses são tão arrogantes, soberbos e egoístas quanto os outros.
Como servos do Senhor, somos convocados a não permanecer em nenhum dos dois extremos. Somos instados a reconhecer o real estado do ser humano sem Cristo, mas também a perceber que quando reconhecemos Cristo como nosso Senhor e Salvador, passamos a ser nova criatura, viver uma nova vida.
Os eleitos de Deus, após alcançados tem que viver o que John Stott chama de “contra cultura do evangelho”. É exatamente isso que Paulo nos mostra nesse verso. No início do capítulo ele nos convoca para que apresentemos tudo o que somos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, isso como culto espiritual. Diz Ainda que não podemos tomar a forma desse mundo, mas que é necessário que sejamos transformados. Por isso, ninguém pode ter sobre si mesmo um conceito mais elevado do que o que lhe é assegurado pela Palavra. De forma bastante simples Paulo está dizendo: não sejam soberbos, não se deixem tomar pela presunção mundana. Querido jovem, se você quer prazer real, alegria indizível, bem aventurança... Não pense de você além do que convém!
Em sua segunda carta a Timóteo Paulo fala abertamente sobre os soberbos: 1 Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. 2 Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, 3 sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, 4 traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, 5 tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.
Um servo do Senhor não pode em hipótese alguma se assemelhar ao que esse mundo cruel requer de nós. Por isso, a Escritura nos ensina: “... tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu”. A fé que você tem meu irmão, minha irmã, foi concedida pelo Senhor Deus. Saber disso elimina os motivos para alguém tomar atitudes de superioridade ou de justiça aos próprios olhos. Saber que fomos concebidos em pecado, somos por natureza pecadores, estamos sempre inclinados para o mal, mas que fomos arrancados do lamaçal de pecados para o reino da maravilhosa luz, deve nos conduzir à uma postura de TOTAL humilhação, de submissão a vontade daquele que é o Dono de nossas vidas.
Isaías é um maravilhoso exemplo de alguém que reconheceu sua miserável condição diante do Senhor. A Palavra no capítulo 6 do livro que leva o nome do profeta, diz que no ano da morte do Rei Uzias, Isaías teve uma maravilhosa experiência com o Rei, com o Senhor dos Exércitos. Lemos que ao compreender a grandeza daquela visão, reconheceu sua miserabilidade, consquentemente, esteve ciente do seu merecimento: o inferno! Mas esse texto mostra-nos também que o perdão do Senhor nos alavanca para uma disposição de vida em serviço, em dedicação ao Senhor!
Sabe amado, você é um pecador miserável! Mas é um herdeiro das promessas que Jesus conquistou na cruz! E tudo que Ele conquistou é seu direito, é sua herança. Não há problemas nessa afirmação; a grande mazela é que muitos bradem que Jesus conquistou o direito de você determinar bênçãos, conseguir tudo com facilidade, riqueza material... Jesus conquistou seu PERDÃO, SEU DIREITO DE ACESSO AO TRONO DA GRAÇA, SUA LIBERTAÇÃO DE SEU PRÓPRIO EGOÍSMO! Jesus lhe prendeu definitivamente às garras da graça! Não tente transformar o sacrifício da cruz em um trampolim para ascensão econômica ou eclesiástica! Leia Romanos 8.31-39.
Meu amado irmão gostaria de, terminando essa primeira parte de nossa avaliação, lhe convidar a rever suas posturas e conceitos. A Bíblia não deixa o menor espaço para crentes arrogantes, prepotentes. Não podemos continuar sendo um povo ensimesmado, egoísta, que não consegue olhar um palmo a diante do nariz. Essa postura mundana tem transformado nossas igrejas em clubes, em supermercados; os crentes têm virado clientes, os pastores são gerentes ávidos por vender os produtos (bênçãos, sinais, prodígios). Precisamos nos humilhar diante de Deus, reconhecer nossa pecaminosidade. É urgente amados, que reconheçamos a grande verdade que Jeremias pregou ao dizer que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos! Quando isso acontecer e percebermos que não passamos de pecadores sem méritos, pararemos de exigir de Deus, de bradar que queremos que Ele nos restitua e então poderemos viver como novas criaturas, poderemos caminhar para a Jerusalém celestial, olhando para o Autor e Consumador de nossa fé!

Que Deus nos cuide!

Xau e Bênça!!

7 comentários:

gcinco disse...

Quer se conhecer, leia a biblia :}
Ótimo post Ricardo.

Deus abençoi você e o seu time, pois vai precisar viu? haha.

abraço man

Pr. Moisés Barbosa disse...

"Amantes de sí mesmos, é o que nós somos" Através deste texto temos a oportunidade de refletir e avançar rumo à PRAXIS. Deus te abençoe Ricardo

Isaac Marinho disse...

"Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes."
(Tiago 4.6 - NVI)


A "Parábola do Fariseu e do Publicano", resgistrada em Lucas 18.9-14, nos faz pensar na conduta que tomamos como "crentes". Aqueles que se justificam diante de Deus, que apresentam uma infindável lista de virtudes, que enxergam nos seus "trapos de imundícia" (Isaías 64.6) algo que valha os favores de Deus, deviam antes de tudo entender que mesmo a fé que temos em Deus não brotou em nós naturalmente; o próprio Deus nos concedeu a fé que nos leva a Ele, para glória do Seu nome e para nossa própria salvação (Efésios 2.8-9).

Realmente, precisamos rever nossos conceitos, voltar à simplicidade do Evangelho, que tem sido substituída pela sofisticação do "gospel". Nada contra termo "gospel", é que ele tem sido largamente usado para dar um ar amigável a práticas que não fazem parte das disciplinas cristãs. O acessório tem tomado o lugar do essencial, os dízimos e as ofertas tem se tornado mais importantes que uma vida pautada no Evangelho... já ouvi um pregador dizer que "a fé nada pode sem que haja a palavra", mas ele me decepcionou ao revelar que a "palavra" da qual falava era um "comando", "palavra de ordem", um "sin sin salabim gospel" que é capaz de produzir milagres. Sinceramente, prefiro o Evangelho de Cristo.
Sobre esse comércio de bençãos, até onde sei, isto é semelhante ao pecado que cometeu Simão, o Mago, (Atos 8.17-24) que imaginou poder comprar a virtude do Espírito Santo. Sendo que hoje há quem ofereça por preços diversos.
Lembro-me do que Pedro nos faz saber em sua carta, dizendo:

"Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram..." (2 Pedro 2.3 - NVI)

E assim tem agido muitos "apóstolos", "bispos", "pastores", "profetas", "doutores" e "mestres", que vêem no Evangelho uma fonte de renda garantida.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Só a graça de Deus para nos conservar.

Um abraço.

Fik na paz!

Marcos Ramos disse...

“Em todo o lugar entre os conservadores encontramos pessoas que foram ensinadas pela Bíblia, mas não pelo Espírito. Elas consideram que a verdade é algo que pode ser compreendido com a mente. Se alguém se agarra aos princípios básicos da fé cristã, é considerado como possuidor da Verdade divina. Mas isto não é assim. Não pode haver verdade sem o Espírito de Deus” - A.W. Tozer.

Que o SENHOR nosso Deus possa fazer com que sempre estejamos avaliando os nossos conceitos que variáveis são de modo constante, e que estejamos constantemente submissos ao SENHOR Espírito Santo capacitador dessa avaliação.

Forte abraço Ricardo e parabéns pelo artigo.

Débora disse...

Eu queria estar no dia em que ministrou essa Palavra para os jovens.
A Bíblia diz: Qual é o homem que teme ao Senhor? Esse Ele mostrará o caminho que deve escolher (Salmos 25.12).
É claro que nos últimos acontecimentos as pessoas se tornariam mais amantes de si e apegados ao mundo. Tiago é categorico em dizer que a verdadeira religião além de visitar os necessitados era guardar-se incontaminado do mundo?
Mas o que é o mundo?
A Bíblia diz que tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, do olhos e soberba da vida.

Ótimo texto para paramos e analisarmos que somos nós e/ou como nos comportamos diante das situações que nos cercam.

Não entrem no molde do mundo mas deixe que o mundo entre no vosso molde.

Renata disse...

Que blog bacana, Caco! Gostei muito, precisamos de abordagens edificantes na internet, não só bobagens e diversão, né? rs
Adorei seu texto, achei brilhante sua definição inicial do que estamos nos tornando.
Jesus apenas iniciou um trabalho muito importante entre nós. Tão grande e essencial à nossa existência que não seria simples, não é? Cabe a nós continuarmos, conforme vamos entendendo, amadurecendo.
Só não concordo ( posso ?rsrs) qdo dizes que somos pecadores sem mérito. Vejo-nos como indíviduos que ainda temos muito a aprender. Prefiro acreditar que "pecado" existe porque somos imaturos, não maus. É falta de percepção dessa bela verdade. Precisamos amadurecer e aprender com a vida, acho que todos temos esse potencial. Por isso acho que temos mérito. Precisamos é crescer, mesmo, e entender muitas coisas que ainda não alcançamos...
Parabéns pelo blog, fantástico! E obrigada por me mostrar, me senti honrada, aqui. :)
beijos

lmab disse...

Bom, muito bom. >}
concordo contigo em quase tudo, cara.
Na bíblia diz, ' buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça e as outras coisas vos serão acrescentadas. ' muitas pessoas pensam que se ficarem paradas esperando caíra dos céus todo ouro e toda prata existente na mundo. Muito bom mesmo o seu post, cara.


Salve, salve. ;]