terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Outro Pródigo

Leia Lucas 15
Sempre que lemos a história do filho pródigo em Lucas 15.11-32, somos levados a ver a maldade do coração de um filho que abandona o lar após pedir uma herança que ainda não era sua por direito (pois o pai ainda estava vivo), que esbanjou, dissipou tudo e depois voltou humilhado e quebrantado para a casa paterna, sendo acolhido com amor. Mas hoje gostaria de lhe convidar a ver o outro pródigo. Olhe comigo para o legalista, para o fariseu e analise se muitas vezes não temos sido assim. Ao ouvir que seu irmão voltara e que o pai fizera grande festa, dando-lhe um anel (restituindo assim o direito de filiação), aquele homem revoltou-se contra o genitor, mostrando o íntimo do seu coração. Ele era um legalista - alguém que vive do exterior, do que pode ser visto, mas não faz isso com a motivação correta. Vejamos algumas coisas sobre esse tipo de gente: 1. Serve a Deus por obrigação ritual e legal, não pela motivação correta do coração; 2. Busca "recompensa" em troca das suas "boas atitudes" - O personagem de nossa história bradou para o pai que lhe servira a vida toda e nunca recebera um cabrito como recompensa (29). Um exemplo claro em nossos dias é a tal história de dar o dízimo para receber a bênção; ou ir para o culto em busca da bênção, da cura, da libertação; 4. São acusadores - sempre velozes e furiosos para apontar o dedo ao pecado alheio, e na medida que fazem isso, se auto proclamam santarrões (Lc 18.11,12); 5. Criam seus próprios padrões, geralmente acrescentando (seja por interpretação, seja na elaboração de "leis complementares") coisas à Escritura, ou suprimindo aquilo que não lhes interessa. Eles são conhecidos por na prática, serem aqueles do "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
Amados, a Escritura nos exorta a viver pela graça e praticarmos a lei do Senhor. Não devemos ser antinomistas, que não se importam com a Palavra do Pai, que não dão valor ao Padrão. Por outro lado, não podemos em hipótese alguma ser retos aos nossos próprios olhos; precisamos diariamente olhar para nós mesmos e dizer que somos miseráveis pecadores e que nada merecemos do Senhor. Não há a menor condição de nos achegarmos ao Pai pelos nossos méritos pessoais. Nossas boas obras são sujas de pecado, porque somos pecadores. Quando chegamos ao trono, fazemos isso por meio do Cordeiro que se deu em sacrifício. Assim sendo, não há espaço para legalismo, para arrogância...Cheguemo-nos humildes ao trono da graça, como filhos que têm um Pai! Que o Pai nos amolde ao caráter dEle!
Um abraço afetuoso,

2 comentários:

Marcos disse...

APONTAR

Apontar quer dizer ou mostrar a direção daquilo que desejo chamar a atenção de alguém.
Nós seres humanos, sempre apontamos em direção ao próximo, amigos, companheiros e nunca somos capazes de apontar na sua direção, uma vez que é inconveniente em dobrar o punho contra si mesmo.
Como é fácil ver os defeitos dos outros, em querer as vezes que seu amigo, irmão, seja de sua forma, querendo assim moldar as pessoas. Quando estamos apontando para o próximo, estamos pecando contra si e esquecendo como somos.
Convoco todos os irmãos, que tente apontar para você e veja os seus defeitos, como você não pode ver a si mesmo e nem apontar, vá a frente de um espelho e observe o quanto se ridiculariza quando está apontando para alguém. “Tire as traves que tem nos seus olhos, para depois tentar o argueiro dos olhos de seu irmão”. (Mt. 7.3-5)
Nesta convocação, gostaria que vocês se possível, congelasse sua imagem, sua mão, quando está apontando para alguém,, principalmente no instante da ira e veja que:
1. O indicador aponta os defeitos.
2. O polegar direciona para quem estar pecando contra o “Pai”.
3. Esquece que os demais três (3) dedos estão voltados para si, ou seja, você não olha o seu eu.
Quantas vezes julgamos o próximo pela sua aparência, sem nem mesmo conhecer a pessoa. E quantas vezes mudamos de opinião sobre referida pessoa, e quando temos a aproximação, a convivência, e conhecemos o lado interior da pessoa, “O lado espiritual”. Mudamos de idéias como se muda uma roupa e temos o costume de dizer: “Desta água não beberei”. E no meio em que vivemos sem querer e perceber, somos capazes às vezes de defendê-la.
Amados, a aparência exterior é uma casca que esconde o teu coração, não quer dizer nada. Veja: Que pessoa bonita? Que pessoa feia? Nenhum desses adjetivos bonita e feia qualifica a pessoa. Conheça o lado mais sublime destas, pois o Senhor dar o frio conforme o cobertor. Como se diz: “Gaiola bonita não dar de comer a passarinho”.
“Não julgue, para não ser julgado, as palavras que as justifica, são as mesmas que lhe condenam”. (Mt. 7.1; Mt 12.37)


Autor: Marcos Tadeu

pri disse...

só pra dizer que passei aqui e li a postagem de 09/09/08! :)
Hj não tenho muitos comentários. Só que li e achei o texto interessante. Gostei!