segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Espiritualidade sem ética é balela!

(Este artigo NÃO É MEU. Foi gentilmente cedido pelo Rev. Ithamar, um bom amigo dos tempos de SPN)

Li esta rima no site da revista evangélica Ultimato. Além de refletir sobre a verdade que esta frase expressa atentei para a loucura de nossos dias quando homens e mulheres cristãos tentam viver um cristianismo sem Cristo. Isto é a maior das loucuras! A palavra espiritualidade está na moda, o ser humano não parece mais afetado pelo orgulho intelectual do iluminismo, pelo contrário, o homem do século XXI é, ou pelo menos tenta ser, espiritual. Cada dia mais aumenta o número de seitas, grupos e seus derivados de pessoas que querem encontrar o seu “eu” interior.
Agora pense comigo, que tipo de espiritualidade temos aprendido em nossas igrejas? Um dos principais resultados da espiritualidade deveria ser o de tornar o ser humano cada vez mais parecido com Jesus. Mas não é isso o que tem acontecido, como diz Eugene Peterson, em seu livro o Pastor Desnecessário, “vivemos a crise dos que querem ser, mas que nunca se tornam”. O pragmatismo que invadiu a espiritualidade não me deixa lutar em ser mais parecido com Deus, esta filosofia trocou o fruto de caráter por fruto monetário! Ele não me pergunta se meu comportamento, minha ética, se parece com o do meu mestre! Ele insiste em perguntar quanto tenho produzido($) para o reino de Deus! Ele insiste em perguntar quantas almas($) eu ganhei! Essa é a espiritualidade do inferno! Que nos cansa em atividades vazias que em nada tem a ver com o Evangelho de Jesus! Richard Foster nos adverte, “o dinheiro tem usurpado diabolicamente o papel que o Espírito Santo deveria exercer na Igreja”.
Necessitamos urgentemente de uma ética espiritual para que não sejamos achados entre os hipócritas que oram, jejuam, cantam e entregam o dízimo falsamente. Necessitamos de uma espiritualidade bíblica que nos faça parecer com Jesus dia-a-dia. Tenhamos a convicção de uma coisa, ninguém vai entrar no céu pelo que fez e sim por quem é. A experiência da paternidade ilustra bem isso, quando um pai vai ao berçário de um hospital encontrar seu filho recém nascido a primeira coisa que ele procura é a si mesmo, ou seja, ele busca encontrar a sua imagem no seu filho! E quando ele o encontra pode dizer: Este é o meu filho! Porque se parece comigo. Deus quando nos olha busca encontrar sua imagem em nós! Então se ele ver a imagem de Cristo em nós ele dirá: este é o meu filho! “Não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim!”.
Com quem ou com o que nos parecemos? O que dizem os outros quando olham para nós ou para nossa comunidade eclesiástica? Que espiritualidade temos buscado? A espiritualidade individualista que não se preocupa com o próximo e que só busca o seu próprio interesse? Essa não vem de Deus! A espiritualidade que devemos viver é a que produz a ética do amor que é o fruto do Espírito Santo.

Por fim, “ética sem espiritualidade e espiritualidade sem ética é balela!”.

No amor de Jesus que nos faz mais parecido com Ele!
Pr. Ithamar Ximenes

Um comentário:

Carol Frîncu disse...

Hello, Rev!
O mundo dos blogs é altamente contagiante, não?
Bom, queria te dizer que gostei do outro modelo que estava usando, com a cruz.
Té!