domingo, 13 de dezembro de 2009

IGUALDADE DESIGUAL

Nos tempos atuais muito se tem falado sobre igualdade. Gostaria de refletir sobre isso. Inicialmente deixo claro que considero impossível discutir sobre alguns assuntos relacionados aos direitos dos indivíduos sem por em voga aquilo que já temos como conceitos pré-determinados. Tenho sim preconceitos, quem não os tem? Tento fazer com que eles sejam elaborados da forma “mais justa possível” (há quem julgue impossível ser assim – isso não é um preconceito?). Vamos lá:

Preciso fazer-lhe uma pergunta meu caro militante dos direitos iguais, na verdade são algumas: Diga-me o que exatamente é a igualdade que você busca? É o direito de que um homossexual tenha um dia especial pelo orgulho de ser gay? Seria proibir os religiosos (sejam quais forem seus credos) de dizerem que, conforme seus livros sagrados (Bíblia Sagrada, Corão, Talmude, Livro de Mórmon, ou, seja lá qual for) o homossexualismo é uma prática pecaminosa? Igualdade é minha esposa ter o “direito” de carregar as sacolas mais pesadas pelo simples fato de que ela é igual a mim? Ela é mesmo? Igualdade seria eu poder processar alguém que me chama de “negão”, mas ele não poder fazer o mesmo quando eu chamá-lo de “branquelo”?
Sabe meu caro amigo defensor das cotas raciais nas universidades, eu tenho uma irmã, ela é loira e tem olho verde e não pode pagar uma universidade; eu sou “pardo” (até quem é negro se diz pardo - isso é uma tremenda idiotice), concluí meus estudos em escola pública, e com algum esforço, poderia pagar uma faculdade, mas sabe o que é interessante? A minha irmã que não pode e precisa, não tem como conseguir a vaga, afinal de contas, ela não tem direito a essa “igualdade”, mas eu posso sim, afinal de contas, sou da minoria!
Sou contra essa igualdade desigual pela qual vocês lutam. Sou contra o dia do orgulho gay, ou do orgulho hétero, ou contra o dia internacional da mulher, do homem... Sou preconceituoso? Sou sim... Não suporto essa nivelação medíocre que mede o ser humano pela sua cor (se é preto, é inferior, por isso precisa de cotas), opção sexual, região de nascimento, sexo, religião (se é gay, mulher, nordestino, evangélico é coitadinho e precisa de direitos especiais). Isso sim é o mais vil dos preconceitos.
Sou totalmente contra a homofobia. Ela é malévola, perigosa e satânica. Cada um faz do seu corpo o que quer. Um homem ou uma mulher que tenha desejos contrários aos que eu em minha visão “preconceituosa cristã”, considero errados, tem sim o direito de agir conforme tais desejos. Mas NÃO PODE exigir que eu considere isso normal, quando em minha concepção “preconceituosa cristã” entendo ser essa uma prática contrária ao natural do ser humano. Quero apenas exercer a minha liberdade de discordar disso e poder dizer sem medo de ser amordaçado e jogado numa prisão fétida como um criminoso. Seria bastante interessante a manchete: Em um país em que a constituição diz que todos tem direito de liberdade de expressão, homem é preso por usar seu livre direito de discordar!!
Odeio o feminismo de todas as minhas forças, assim como abomino o machismo com todo o meu ser (essas duas mazelas são gêmeas idênticas). Ambas são posturas (ou movimentos – como queiram) que degradam o ser humano. Um transforma as mulheres em escravas de homens inseguros, infantis e autoritários. O outro quer “libertar” as mulheres desses “reizinhos” idiotas, mas acaba por torná-las inseguras, infantis e autoritárias. Ou seja, ambos “idiotizam” as pessoas.
Não desconsidero a necessidade de lutar contra o machismo (muito mais amplo e cruel), mas o feminismo não é a bandeira a ser erguida. Sou contra homofobia, mas a imposição da aceitação e lei da mordaça não são as soluções. Não agüento frases racistas (sejam de brancos contra negros ou ao contrário), mas cotas e bolsas especiais não dignificam ninguém.
Não acredito numa democracia que quer me fazer aceitar como normal aquilo que segundo o que creio e amo é errado! Não posso ser preso por dizer que em minha visão “preconceituosa cristã” uma família normal é aquela formada numa relação heterossexual. Quero apenas ter o direito (que a constituição já me assegura) de dizer que segundo a Bíblia, essa escolha é pecaminosa. Não consigo acreditar nessa “igualdade opressora” pela qual vocês lutam diariamente sem respeitar o direito que o outro tem de poder discordar de vocês.
Minha esposa jamais irá carregar a sacola mais pesada. Quer queiram as feministas ou não, ela é a parte mais frágil sim e precisa ser protegida e cuidada por mim. O feminismo e machismo lutam juntos contra o que há de mais belo na relação entre o homem e uma mulher; eles atacam a constante dependência que temos um do outro. Uma mulher que bem saiba jamais quererá essa tal igualdade. Segundo a minha visão “preconceituosa cristã” os direitos naturalmente são bem maiores para as mulheres. Sinceramente, não preciso mudar isso.
É evidente que nalguns momentos da história da humanidade foi e ainda é necessária uma luta justa por direitos de igualdade. Nelson Mandela, Martin Luther King, Margarida Maria Alves, dentre tantos, são sim ícones de lutas legítimas. Mas em nossos dias há uma imensa distorção do significado da palavra igualdade.
Cotas especiais não dignificam ninguém, elas são apenas pequenos atestados de incompetência de um estado que não é capaz de oferecer uma educação de qualidade para seu povo, e tenta amenizar isso, oferecendo essa nivelação tosca que considera o negro e o índio insuficientes, por isso, lhes assegura entrada especial. Meus Deus, isso é igualdade?
Sou cristão e quero ter o mesmo direito que o budista, o hinduísta, o gay, a mulher, o estrangeiro tem. A Igualdade não é assegurar a alguém direitos especiais (quando falo isso, não estou em hipótese alguma deixando de reconhecer a necessidade de direitos especiais para algumas pessoas – deficientes físicos de modo geral, idosos e crianças), é garantir que todo cidadão possa viver com dignidade, segurança e liberdade, sem ter suas opiniões, crenças e escolhas violadas por quem quer que seja e onde esteja. Igualdade não pode ser construída por imposição, ela é uma vitória diária resultante de uma guerra lutada com o escudo de respeito à mão e com a espada da paz. Nenhuma lei pode impor o respeito, ele é resultado dos conceitos adquiridos ao longo da vida.
Bem, é isso que penso, sei que muitos discordam de mim, nem tenho problemas com isso. Cada pessoa pensa como quer e dará contas a Deus de todas as suas posturas e escolhas. Tentei ser suave em meus preconceitos, e por mais acentuados que eles sejam, creio que não fui desrespeitoso com ninguém.

Um abraço carinhoso!!

Pr. Caco,

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

SEDE SANTOS!

“porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (I Pe.1.16)

Creio que não precisaria falar aqui dos conceitos de “Santo” e “Santificação”, pois a maioria já ouviu falar, de ambos, diversas vezes, mas vou teimar em mencioná-los. Na verdade, nossa preocupação não está no conhecimento conceitual dos termos, mas em todas as implicações e aplicações para nossas vidas. No entanto, é bom lembrarmos, a fim de termos plena certeza, que todos estão cientes do que estaremos tratando. Há uma diferença grande entre esses dois conceitos. Mas antes de conhecermos a diferença entre ambos, vamos entender a fonte deles.

Na visão de Isaías, da glória de Deus, os anjos proclamavam que Deus é “Santo, Santo, Santo” (Is.6.3), ou seja, Santíssimo. Deus diz a respeito de si mesmo que “eu, o SENHOR, vosso Deus, sou Santo” (Lv.19.2). O salmista reconheceu a santidade de Deus proclamando: “Tu és Santo, entronizado entre os louvores de Israel” (Sl.22.3). O apóstolo Pedro apontou para a santidade de Deus ao exortar a igreja para ser santa “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (I Pe.1.15).

Deus é Santo em todos os Seus atributos. Tudo quanto Ele faz é perfeitamente Santo. Todo Seu proceder é limpo, puro, perfeito, justo, amável, louvável, imaculado, verdadeiro, santíssimo. Mesmo depois de todos os adjetivos que oferecemos para apresentar uma imagem da santidade de Deus, sabemos que nossa compreensão limitada do eterno terá dificuldades para compreender a “largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade” (Ef.3.18) da santidade do Senhor. Para clarear nosso entendimento, expomos a cruz de Cristo. Veja o Cristo, ensangüentado, sofrendo, despido, ofendido, ridicularizado, açoitado, gemendo, morrendo horrivelmente numa cruz. Por que tudo isso? Por causa da Santidade de Deus! A temível e imensa Santidade de Deus exigiu a profundidade do sofrimento de Cristo. Cristo morreu naquela cruz para satisfazer a justiça de Deus, para tomar sobre si todos os nossos pecados, a fim de receber o castigo que, nós pecadores, merecíamos por afrontar a Santidade de Deus. Cristo estava removendo toda sujeira, mancha, iniqüidade, injustiça, mentira, impureza, vergonha de nossas almas. Para considerar-nos limpos e aceitos por Deus, foi preciso pagar o preço da Santidade de Deus. O tamanho da Santidade de Deus foi a proporção do sofrimento de Cristo.

Agora podemos fazer distinção entre os conceitos de “Santo” e “Santificação”. Cristo pagou nossas dívidas, “ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is.53.5). Ao realizar a tremenda obra da salvação, Jesus trouxe para o pecador arrependido, que o confessa como Senhor e Salvador (Rm.10.9), a Sua justiça. Cristo nos tornou santos perante o Deus Santo, sem sermos. A ira de Deus que “se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm.1.18) foi aplacada pelo sacrifício vicário de Cristo. O sangue de Cristo nos purificou de todo pecado, tornando-nos alvos como a neve perante o Deus Santíssimo. Desta forma, Deus olha do céu, e vê no pecador remido o aroma suave de Seu Filho, o límpido sangue do cordeiro, as alvas vestes do servo sofredor do Senhor. Em um único ato, onde Deus “prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5.8), fomos considerados completamente limpos de toda dívida e por isso santos ao Senhor.

Cristo realizou a obra de justificação considerando-nos santos perante o Deus Santo. No entanto, Jesus não livrou-nos da natureza pecaminosa que habita em nós. Perante o juiz Santo e Supremo de toda a Terra, estamos livres de qualquer culpa, mas nossas vidas ainda estão marcadas com a inclinação para o mal. A obra de Cristo foi consumada (Jo.19.30), mas o grande projeto de Deus de recriar todas as coisas para Seu Filho, ainda está em andamento. Cristo abriu as portas que possibilitaram o início da recriação do mundo. Ao libertar-nos da escravidão do pecado, tornando-nos herdeiros e filhos de Deus pela adoção, Jesus possibilitou a concretização da obra recriadora de Deus.

Para dar andamento na obra recriadora de Deus, o Espírito Santo, que regenera o coração do homem conduzindo-o a Cristo, também inicia a obra da santificação na vida daqueles que estão em Jesus. Diferente da obra de justificação, que num só ato, nos considera justos e santos diante do Deus Santo, a obra de santificação é um processo longo que durará toda a nossa vida e que somente será completado quando Cristo vier em glória, trazendo esta mesma glória para Sua igreja que será transformada, para ser tal como Ele é. O Espírito Santo molda o caráter, santo e perfeito, de Cristo, em nossas vidas, através de Sua Santa Palavra. O mundo torna-se ferramenta para o desenvolvimento do processo de santificação, pois “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm.8.28). O mundo ao nosso redor, as tribulações, os relacionamentos, e todas as demais coisas, serão instrumentos de Deus para operar em nós Sua obra santificadora.

Aprendemos, então, que somos considerados santos por um ato de justiça do Senhor Jesus; e que somos alvos da santificação numa operação diária do Espírito Santo, moldando-nos ao caráter de Cristo, o varão perfeito, através das Sagradas Escrituras.

Conforme mencionamos no início, nosso objetivo é traçar as implicações e aplicações do conhecimento destes dois conceitos:

Primeiramente podemos dizer que a justificação implica em certeza de salvação. O crente deve confiar na suficiência da cruz de Cristo, como poder de Deus para a salvação, que garante nosso galardão até o ultimo dia. Ao sermos considerados santos diante de Deus pelo sacrifício de Jesus, deixamos de ter qualquer dívida pendente e por isso a obra de Cristo é irrevogável. Paulo diz “que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Fp.1.6), ou seja, a santificação está intimamente ligada à justificação, uma vez que fazem parte da mesma obra de recriação do mundo, que inicia na igreja.

Infelizmente ainda pecamos, e num desses deslizes que você cometer, corra apressadamente para os braços do Senhor Jesus confessando a Ele suas faltas na certeza que Ele é porto seguro, lugar para ancorarmos nossas ansiedades, medos, dúvidas e descansarmos confiando em Seu amor. Você está lutando para apresentar-se santo diante de Deus num gesto sincero de consagração. No entanto, seus esforços parecem vãos e a natureza pecaminosa que habita em você vence mais uma vez. Sozinho você não irá conseguir. Você precisa do agir do Alto, do operar do Senhor. É preciso entregar a Ele também a santificação, certo de que Ele é poderoso para vencer teu inimigo: sua própria natureza caída.

Deposite a fé nas promessas do Senhor que são verdadeiras. Não somos obras do acaso. Você não adentrou ao Reino de Deus por uma simples decisão própria, diante das circunstâncias que se estabeleceram em sua vida. A vida é poema de Deus e Seu amor eterno revelado na salvação individual, Sua obra prima. A infelicidade do pecado, o mundo que nos assedia e o diabo que nos persegue, não serão jamais suficientes para “separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8.39). Somos convocados a confiar a vida nas mãos do Espírito Santo, certos que estará completando em nós a obra recriadora de Deus.

Em segundo lugar, devemos entender que o projeto divino de salvar a criação, recriando todas as coisas, é santo, como Santo é o Deus que arquitetou. Por um ato Jesus considerou-nos santos e por um processo diário o Espírito nos Santifica. Todo o projeto de Deus aponta para a Sua santidade. Seu Reino presente entre nós, e os filhos deste Reino, devem ser igualmente santos. Sendo assim, devemos buscar “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12.14). Cada tema da vida humana deve ser submetido ao crivo da santidade de Deus. Todas as áreas da vida: namoro, lazer, trabalho, estudo, casamento, relacionamentos fraternos, pensamentos, sentimentos, palavras, atitudes, culto, vida diária, devem ser marcadas pela santificação. A Palavra de Deus e o Espírito Santo devem determinar a forma como usufruímos e vivenciamos todas as coisas, de forma que “quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (I Co.10.31).

Ao acordarmos, logo nos colocamos de joelhos para agradecer as ternas misericórdias e apresentar a vida ao Senhor, num sentimento de completa dependência do agir do Espírito Santo para que vivamos aquele dia de forma santa e agradável. Cada pensamento, sentimento, palavra, atitude, escolha, são julgados pela Palavra de Deus e discernidos pelo agir do Espírito em nós. A vida é conduzida pela presença real e transformadora do Senhor, muito mais presente e marcante que a coluna de nuvem e de fogo que conduziram Israel no deserto durante o dia e a noite (Ex.13.22).

Ao terminar o dia, nos colocamos humildemente perante o Senhor pedindo perdão pelos pecados cometidos, confiando em Seu amor e obra. Descansamos nos braços de um Deus Santo, certos de que estamos sendo protegidos pelo “Guarda de Israel” (Sl.121.4) “que trabalha para aquele que nele espera.” (Is.64.4), “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef.4.13).

sábado, 21 de novembro de 2009

TEMOS PASTOR - 3ª PARTE (FINAL)

Estamos caminhando para o final de nossa meditação no Salmo 23. Anteriormente vimos nosso Pastor como Providente e Guia. Hoje vamos ver um outro aspecto do pastoreio do nosso Deus.

3. Ele é Acolhedor (5 – 6) - Esse Deus que que é Pastor Providente e Guia dos seus é também Hospedeiro; Ele é o que prepara uma mesa na presença dos adversários. A melhor tradução aqui para adversários seria provocadores. Davi de forma direta trata daquilo que vinha sendo dito antes de maneira mais figurada. Ele nos fala que pela liberalidade divina, é suprido com tudo quanto lhe é necessário para manutenção desta vida. Ao dizer: Tu preparas uma mesa perante mim, está declarando que Deus lhe fornecerá o sustento como um pai que estende a mão para dar comida a seu filho. Então enaltece esse benefício a partir de uma consideração adicional ao dizer que embora, ou por mais que muitas pessoas maliciosas invejem sua felicidade, e desejem sua ruína, Deus não desiste de demonstrar sua inesgotável liberalidade para com ele e de fazer-lhe bem.
É interessante notar agora as figuras na parte restante do quinto verso: unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Há um caráter festivo nessa unção com óleo, que cabe muito bem na ocasião. Nos tempos antigos ninguém imaginava receber um convidado em uma de suas grandes festividades e não acolhê-lo sem honrosamente perfumá-lo.
Ungir com óleo e transbordar de cálice, devem ser explicados como denotando a abundância que vai além do mero suprimento das necessidades comuns da vida. O derramar perfumaria de forma honrosa os convidados para os banquetes e em decorrência haveria o transbordar do cálice que podemos certamente entender como derramar ou transbordar de alegria. Parece-me que aqui o poderoso e extremamente confiante rei Davi está agora num momento de derramamento de gratidão, diante do Senhor pela sua divina providência; e de fato seria até estúpido que não houvesse total gratidão de sua parte para com Deus. Após derramar-se de grato pela certeza de que tinha no Senhor seu Hospedeiro, Davi caminha para o final do salmo de forma tão bela quanto começou.
Se o início ele diz que o Senhor é seu Pastor, aqui, tendo-o como hospedeiro, nos mostra as conseqüências disso: Bondade e misericórdia certamente me seguirão: Davi expressa sua convicta certeza da continuação delas até o fim de sua vida. Essa certeza no coração do rei estava firmada na beneficência de Deus. Em termos gerais o salmista nutria em seu coração a esperança baseada na bondade do Pastor que jamais falha e que lhe seria favorável até o fim.
Queridos, comer e beber na mesa de alguém criava um vínculo de lealdade mútua, podendo ser um culminante sinal de uma aliança. Assim aconteceu em Ex 24. 8 -12, onde os anciãos de Israel “viram a Deus, e comeram e beberam”; assim também foi Última Ceia, quando Jesus anunciou: “Este é o cálice da nova aliança, no meu sangue” (1Co 11.25). Ser hóspede de Deus é muito mais que ser um mero conhecido, convidado para o dia. É conviver com Ele. Há aqui mais uma vez a idéia de peregrinação que terminaria na Casa do Senhor. “E habitarei na casa do Senhor para todo sempre”. Literalmente as palavras do rei devem ser traduzidas por “para a duração dos dias” que não é necessariamente uma expressão para a eternidade. Mas a lógica da aliança divina não permite terminação alguma do Seu compromisso com os homens por quem Cristo derramou seu precioso sangue. Somos então levados a olhar pra esse texto crendo que verdadeiramente habitaremos com o Senhor por toda a eternidade.

Meu
s queridos, do Salmo do Pastor deve gir em nossas vidas como um combustível para gratidão ao Senhor que nos amou, nos pastoreia, nos guia e prepara-nos para comunhão eterna e perfeita com ELE mesmo. Ler essa poesia conforta os corações entristecidos, tras refrigério aos cansados e enche de esperanças aqueles que verdadeiramente amam o PASTOR.
Que ao meditar nessa pela poesia seu você possa encher-se de um novo ânimo pela fime convicção de que O Senhor é seu Pastor, dEle você não terá falta!

Deus nos cuide!

Um abraço carinhoso,

Pr. Caco