segunda-feira, 11 de março de 2019

Guardar a feira, um ato de adoração ao Senhor


Por favor leia Mateus 6:25-34



Ao longo da vida Deus tem me feito viver o que chamo de ‘dias didáticos’, dias que Ele usa para promover em minha alma diversos aprendizados e saberes que, Ele mesmo usa para forjar em mim o cristão que almejo ser. Não tenho dúvidas que isso faz parte do processo de santificação, faz parte da corrida para o premio da soberana vocação em Cristo, conforme Filipenses 3.13,14.

Um dos aprendizados fundamentais em minha vida foi o de passar a reconhecer a boa mão do Senhor Deus, me sustentando em todas as coisas, suprindo todas as minhas necessidades. Isso de modo algum significa atender aos meus quereres, ao contrário, Ele me levou cativo à sua vontade, me fez mais submisso ao Seu querer, mais dependente do Seu agir e mais grato por Seu amor e cuidado.

Hoje quero falar da gratidão, mas em especial, gratidão pela provisão do pão de cada dia, do sustento físico mesmo, de alimento. Gostaria de falar sobre como guardar e feira deve ser um exercício de adoração ao Senhor.

A Bíblia nos ensina que tudo o que temos vem Senhor, que Ele nos sustenta em tudo, que até nosso alimento é resultado da providência do Pai. Mas muitas vezes nós não paramos para perceber isso, para reconhecer esse cuidado, sustento e provisão da parte do Pai (Leia Mateus 6:25- 34)..

Parar e contemplar a boa mão do Senhor nos sustentando, nos alimentando, cuidando das coisas mais simples nos levará a uma adoração sincera e contemplativa. Isso de fato, é render louvor, honra e adoração ao Senhor que nos sustenta.

Sempre que eu e Thaisa vamos ao mercado fazer as compras gosto de chegar em casa e guardar o que compramos, e faço isso com o coração repleto de alegria, com uma satisfação indizível e com uma gratidão imensurável ao Senhor, pois reconheço que ELE nos sustenta. Ele cuida de nós de um modo maravilhoso e inexplicável.

Cada quilo de feijão, de arroz, cada porção de carne, cada pacote de macarrão, enfim, cada um daqueles produtos representa, não o nosso trabalho, mas a bênção do Deus que de nós cuidou através do trabalho e dos talentos que Ele nos deu.

Porque o Senhor é bom, misericordioso, provedor, justo e compassivo, posso viver em paz, tendo muito, pouco, ou quase nada, mas jamais deixando de tê-lO comigo e com minha família em todo tempo (Leia o Salmo 23).

Porque o Senhor é bom, posso adorar enquanto guardo a feira. Hoje sei que noutros tempos nos quais faltaram amigos, alegrias, prazeres, abraços e até o pão, o Senhor que é meu Pastor, sempre esteve comigo e nunca me faltou. Pois “O Senhor é meu Pastor, e ELE em nada me faltará” Salmo 23 e “Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá”, Salmo 27.10

Hoje guardamos a feira e podemos dizer: Glória a Deus que de nós tem cuidado!




Pr. Ricardo Pereira









segunda-feira, 4 de março de 2019

O Sol está lá. Ele não se foi!




Tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. 

Hebreus 12:2


Talvez você viva uma época em que as coisas não estão bem, num tempo de desânimo, sem muitas alegrias e não valorizando aquilo que lhe pode fazer sorrir. Talvez seu coração passe por diversas tribulações e elas soterrem sua alma em dores, tristezas, incertezas, lamentos e angústias.

É exatamente para pessoas como você que eu desejo falar nesse momento. Eu sei o que é viver assim, sei como é sentir as forças se esvaindo, sem nada poder fazer. Sei o que é perder a confiança em mim mesmo, no próximo e até em Deus. Sei como é não ter comunhão com Deus e viver as mais cruéis dores resultantes do afastamento do Senhor e de seus caminhos. Eu vivi isso, sofri, chorei, lamentei, caí em um 'vale' de profunda dor, lamento e escuridão da alma. 

Mas Ele, o Senhor se mostrou Deus Restaurador, Deus amor. Ele me fez enxergar o sol. Por isso posso dizer-lhe com o coração repleto de esperança de que as coisas hão de melhorar: O SOL ESTÁ LÁ. ELE NÃO SE FOI!

Sabe, no período em que as dores eram maiores que tudo, vi essa imagem que está na postagem, era o sol escondido entre as nuvens, escondido, mas ainda sol, escondido, mas ainda com luz e luz capaz de iluminar uma bela tarde. Disse ao meu filho: fotografa isso, fotografa! Eu quero essa foto! E Deus sabe como naquele momento me emocionei, mesmo que não houvesse lágrimas, mesmo que não houvesse entusiasmo, houve esperança e paz! 


Assim como houve em mim, espero que haja em você, paz apesar da dor, luz apesar da escuridão, alegria, apesar da tristeza. Desejo que seu coração seja cheio dessa paz pelo simples fato de que o Sol brilha apesar das nuvens escuras. A tristeza, a escuridão e a dor são transitórias, mas o Sol é permanente; o Sol é eterno!

É assim na minha e na sua vida. Por diversas vezes precisamos seguir em frente, mesmo que as “nuvens” comecem a escurecer, mesmo que tempestades venham, que avalanches soterrem tudo pela frente, mesmo assim, precisamos crer que o “sol” ainda há de brilhar. É urgente que olhemos além das nuvens, que mantenhamos nosso foco no Autor e Consumador de nossa Fé.


Se formos capazes de olhar para além das nuvens seremos alcançados pela sublime convicção de que há esperança mesmo que o desespero pareça irremediável. Se mantivermos em nosso peito a certeza plena de que depois de plantarmos em meios as lágrimas, voltaremos felizes colhendo o fruto... 

Ah! Queridos, se essas convicções encherem nossa alma, seremos capazes de enxergar o Sol, de crer na misericórdia e de viver na imensa esperança de dias melhores. E isso será combustível que nos manterá caminhando, sendo capazes de manter os olhos além do horizonte...


Hoje, o ‘Sol’ brilha intensamente em meu viver, as densas nuvens foram dissipadas, e a alegria de uma ‘bela manhã’ é presente. Não por mim ou por minha virtude, mas pelo Sol da Justiça. Somente pelo Sol! Com você também pode ser assim, olhe um pouco mais, perceba a luz, sinta um pouco do 'calor' de um Sol que nunca para de brilhar, deleite-se na certeza de que Ele virá ao seu encontro e a seu favor sempre! Creia mesmo quando não parecer crível, tenha esperança em meio ao desespero e alegria em meio a dor! 


Creia que O SOL ESTÁ LÁ. ELE NÃO SE FOI!




Pr. Ricardo Pereira


sábado, 19 de janeiro de 2019

Ser pastor: Convicções e compromissos


 

Nos próximos dias completarei 12 anos de ordenação ao ministério pastoral.  Mais precisamente no dia 03 de fevereiro. Nesse período vivenciei muitas coisas, cometi erros, soltei o ‘arado’ por alguns instantes, sofri um bocado em consequência dos meus pecados, também em virtude dos meus posicionamentos e princípios, até pelo pecado e ou talvez por alguma perseguição de algozes, mas isso nem importa.


A experiência nesse curto tempo de ministério, o relacionamento com as pessoas, as alegrias, decepções, tristezas, os concílios, enfim, tudo que tenho vivido nos últimos anos têm forjado em minha mente alguns pensamentos, posicionamentos, decisões e firmes convicções que certamente marcarão o ‘compasso’ da minha vida ministerial agora e nos próximos anos, até que eu vá ou que Ele venha.


Escrevo esse texto como forma de afixar para mim mesmo, para minha família, para a Igreja do Senhor e acima de tudo para Deus, as minhas convicções e compromissos enquanto pastor da Igreja d’Ele.

Anteriormente escrevi algo bem parecido em um texto que chamei de “DELÍRIOS DE UM JOVEM PASTOR”. Embora muito do que lá está, esteja aqui também, a peça que hora escrevo é mais pastoral, mais mansa, mais recheada com a graça que envolve a minha alma e me enche de uma paz jamais experimentada.  

Nos últimos anos como já disse, vivenciei muitas coisas. O que não disse é que algumas delas foram terríveis, mas sinceramente, já não têm nenhum ‘poder’ sobre minha alma. Não mais me inquietam o coração, não me fazem chorar... Delas tirei a experiência, o aprendizado e a certeza de que apesar de tudo, de todos e principalmente de mim mesmo, O Senhor está comigo!

Nos ‘Delírios de um jovem pastor’, escrevi negações e afirmações sobre o que entendo ser um pastor. Aqui não falarei das negações. Quero apenas falar daquilo que afirmo ser biblicamente um ministro do Evangelho, os seus compromissos e convicções.

As palavras que passo a escrever representam a mais sincera e devota confissão e compromisso que quero que pautem a cada dia a minha caminhada como cristão e como pastor.

Leia e confira os textos bíblicos. Só creia se puder ser comprovado com a ‘voz do Pastor’.

O pastor é um pecador miserável, incapaz de crer sem a ação transformadora do Espírito Santo de Deus (Romanos 3.10, Efésios 2.1-10, etc). É um pecador que embora redimido, continua sendo imperfeito, frágil, miserável e carente da graça e bondade de Deus (Romanos 7);

É um ser humano normal (ou não), frágil, limitado, com vontades, preferências, algumas delas são iguais as suas, outras são completamente diferentes;.

É alguém que chora, sorri, ama, sente raiva, se magoa, tem carências, necessidades, medos, angustias... (Veja as cartas de Paulo e perceberá um pastor com todas as fragilidades de um ser humano qualquer);

O pastor é alguém que vive e deve viver a realidade presente, tendo o direito de gostar de coisas, práticas, costumes e ambientes que alguns podem não gostar. Isso é um direito de todos. A Escritura deverá ser o juiz para a vida dele, assim como para a sua;

Enquanto ministro de Deus, ele é um livre escravo do Senhor servindo à Sua Igreja, não por uma compensação material, mas pelo chamado de Deus. Dizer isso não nega o direito ao sustento por parte da Igreja, apenas esclarece que a motivação não é material (1Pedro 5.1-4, 1Coríntios 9.13,14, 1Timóteo 5.17,17);

O pastor é ‘boca de Deus’. Quando seu pastor prega a Bíblia fielmente, Deus está falando. E se você rejeita essa voz, não é o pastor que está sendo rejeitado, mas o PASTOR (Jeremias 1.4-10, veja as cartas Pastorais de Paulo);

O pastor é um defensor da verdade do Evangelho e enquanto ‘boca de Deus’, deve pregar todo desígnio de Deus, doa a quem doer (Atos 20, Romanos 7 e os profetas);

Afirmo com o coração repleto de paz, que o pastor é alguém que AMA, e só quem é pastor sabe do amor que falo. Amamos quando não somos amados, oramos quando não nos querem orando, choramos por quem nos fez chorar, sorrimos quando entristecidos (Galátas 4.19). E não queremos outra vida, outros sonhos, outro caminho. Somos pastores. Essa é nossa vocação. É o nosso dom!

Ser pastor é ser amigo (veja o amor de Paulo e sua amizade com o rebanho, veja o amor do Supremo Pastor).

Uma simples, firme e inegável convicção me faz desejar caminhar em paz vivenciando a cada dia o ministério para o qual ele me chamou. “Um dia o Deus que me conheceu antes da fundação do mundo, me consagrou para o ministério (Efésios 1, Jeremias 1.4-10). Ele me designou para cuidar do Seu rebanho, do seu povo, dos eleitos, sua Igreja, a Noiva do Cordeiro.

É fascinante saber que ao passo que sou pastor, sou ovelha, sou parte da Noiva que um dia se encontrará as portas da Cidade com o Supremo Pastor, o Cordeiro, o Leão da Tribo de Judá.

Por isso posso suave e tranquilamente afirmar alguns compromissos:

Não serei um animador de auditório que diz palavras bonitinhas para agradar uma gente que a cada dia se distancia mais de Deus;

Não dominarei o rebanho ou serei um inquisidor de uns para agradar a outros;

Não tratarei a Igreja como uma empresa ou como um circo;

Não vestirei a roupa de super-herói da Gospelândia, pondo-me como paladino da justiça e solucionador de todas as causas;

Jamais me postarei com essa ‘santarrice vil’ do meio evangélico;

Jamais negarei minha podridão moral, minha pecaminosidade; ao contrário, lutarei diariamente contra ela, buscando viver em santidade segundo Deus;

Em nenhum momento me porei como alguém perfeito, mas diariamente lutarei contra o que sou, buscando ser um cristão autêntico, um adorador, um marido e pai em quem minha família encontre fortaleza, paz, amor, direção e abrigo sempre;

Não serei movido pelo meu próprio ego ou pelos desejos de pessoas que embora estejam, não são Igreja.  Não quero isso pra mim. Não serei feliz assim!

Quero amar gente, cuidar de gente, buscar, pregar, brincar, abraçar, exortar.  Quero poder ir em busca das ovelhas do Senhor. Isso é o que me faz feliz.

Quero ser modelo, padrão, amigo, pai...

Quero ser alento, porto seguro, guia...

Quero ser voz profética ao pregar a viva profecia (Escritura)...

Quero ser parte na alegria dos que se alegram, mas também quero chorar com os que choram...

Por fim, quero ser aquilo que Deus me quis fazer (Jeremias 1.4-10).

Tenho uma Bíblia, uma vocação e uma convicção: Sou um ninguém chamado pra cuidar de outros 'ninguéns'!


Ricardo Pereira
Apenas um pastor!


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Lula na cadeia, não há o que comemorar!




"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra".

2 Crônicas 7:14

Não vejo motivos para comemorações pela prisão do homem que sem dúvida, é um dos maiores nomes da história desse país.  Ao contrário disso, o Brasil inteiro deveria chorar, lamentar e corar de vergonha, face a tanta desonra e humilhação, pela qual nossa gente passa ao constatar que a nação foi traída por depositar suas esperanças em outra pessoa que não, o SENHOR!

Vivemos dias terríveis e seja qual for o seu lado, caro leitor, você não deveria estar feliz ao ver um ex-presidente da República sendo condenado por corrupção. Ao menos não se você é, ou se diz cristão.

Não me importa se você é um fã incondicional de Lula e seria capaz de ser preso em lugar dele (o que seria idolatria), ou se é um ultradireitista que vibra loucamente com a queda da esquerda. Todos deveríamos chorar.

Não é apenas Lula o condenado. Não é apenas Lula que está sendo preso. Na verdade, um país inteiro está esfacelado moralmente, está sem rumo, sem norte e dificilmente entrará no prumo. A menos que se volte pra Deus, o justo Juiz.

Não é apenas Lula o condenado. São milhões de sonhadores que foram traídos ao longo da história. É uma pátria inteira que não é amada, muito menos idolatrada. É uma nação roubada, envergonhada, falida e lançada na pior das sarjetas. A sarjeta moral.

Não é apenas o PT que sofre um baque indizível. É um povo que já não tem mais em quem acreditar. Ou você é capaz de olhar para o cenário atual e ver alguém capaz de guiar essa nação? Diga que ao pensar ‘neles’ não os vê como ‘farinha do mesmo saco’?

Não há o que comemorar porque tantos outros deveriam estar presos, mas por conveniência, acordo, morosidade ou sei lá o que, continuam livres e cometendo seus crimes. Ou você meu irmão, acha que Lula é o único? 

O Brasil estampa os jornais do mundo inteiro. Não pelas suas belezas naturais ou pelo talento esportivo, por sua cultura ou mesmo pela fé de sua gente. Nosso desenho é feio, nossa imagem é suja. Como podemos comemorar?

Como podemos ficar felizes ao lembrar que sonhos foram roubados? Como podemos ficar felizes quando descobrimos que o medo venceu a esperança. Sim, aquele medo suplantou os sonhos de quem um dia acreditou e foi traído por aquele que se dizia porta-voz da esperança.

O ‘Brasil criança’ daquela canção que falava de uma estrela, foi brutalmente violado pelos que se diziam vozes da esperança e salvadores da pátria.

Eu queria outra manchete! Eu queria outra história. Preferia que a ‘estrela’ brilhasse com o amor real e transformador por essa nação.

Por isso penso que o momento é de dor, lamento e profunda tristeza. Nossa bandeira deveria estar a meio mastro. Deveríamos estar enlutados. Ainda que desejosos que justiça seja feita, que os crimes sejam pagos, ainda assim, deveríamos lamentar profundamente.

Por fim, se queremos um país realmente transformado, é momento de nos prostrarmos perante o Único diante de cujos pés devemos derramar nossos sonhos, anseios e esperanças.

Se queremos um país realmente livre, prostremo-nos ante o trono da graça, jejuemos e, oremos por essa nação, confiados exclusivamente na bondade e misericórdia do Senhor Deus.


Pr. Ricardo Pereira
um brasileiro entristecido


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Por um ‘amor de ato’


 Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”. 
1 João 3:18

Por esses dias pude experimentar de forma muito clara o amor sendo praticado por uma rede de pessoas comprometidas com o Reino.  Em uma situação de emergência dei um telefonema, apenas uma e algumas pessoas se mobilizaram e agiram com um amor indizível.  Esse fato ilustrado pela foto do meu irmão Israel Barros foram pano de fundo para uma reflexão sobre a necessidade de um ‘amor de ato’.

Leia, mastigue e reflita. Se valer a pena compartilhe. Se não valer, delete do ‘hd’.

Sou inimigo de qualquer manifestação de amor meramente retórico. Em tempo algum acreditei apenas em palavras. Sempre fui adepto da ideia de que amor de fato é amor de ato e de que amor sem ato é só ‘boato’.

Quando olho para as palavras e ações de Cristo, registradas na Escritura, para o amor de Paulo pela obra do Senhor, para as exortações quanto a necessidade de um amor ativo, sinto-me ainda mais incomodado com uma igreja que a cada momento parece caminhar num caminho complicado em direção ao que chamo de ‘amor retórico’.

Dói abundantemente a alma ver a Igreja cada dia mais letárgica na manifestação de um amor que age em favor do outro. É estranho que que a busca pelo bem do próximo em resposta grata e prazerosa ao amor de Deus seja deixada de lado e que o ‘amor de ato’ sucumba ao poder do legalismo.

Passo longe de querer transformar o cristianismo numa espécie de balcão de assistencialismo. Fujo para muito, mas para muito longe da malfadada ‘Teologia da Libertação’, mas acredito que precisamos urgentemente ser uma Igreja que ama com um amor em ação. Carecemos ser tomados de compaixão, de empatia e de desejo de mudar histórias.

Um cristianismo que não molda o caráter a ponto de me fazer querer agir para mudança do outro é qualquer coisa, menos o cristianismo bíblico. Amar a Deus inevitavelmente me fará querer fazer seus feitos conhecidos. Torná-lo conhecido não é um exercício meramente retórico. Ao contrário disso, é ação! Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas", Salmos 96.3

Mas há esperança em meio a esse cenário cruel. Sim, ainda há um amor de ato, ainda há gente que tem prazer em amar a Deus amando seus irmãos e amigos, sendo agentes de transformação. Tornando o nome de Cristo conhecido através de uma pregação fiel, bíblica e de atos que corroboram com essa pregação.

Ainda há gente que dedica seus dons e talentos ao serviço do Rei, servindo aos outros, sem esperar trocas, barganhas, aplausos, louros. Essa gente age em uma disposição de amor e gratidão, fruto da convicção de que Cristo amou de ato e não apenas de palavras.

Precisamos urgentemente nos levantar em meio a uma geração letárgica e evidenciar que o cristianismo nos moldes bíblicos é mais que religião, é transformação pessoal que gera um desejo irresistível de adorar a Deus e que reflete em todas as áreas da nossa vida, que nos habilita como ‘embaixadores de Cristo’ a sermos mediadores entre dois mundos.

Precisamos evidenciar que o amor de Cristo se fez realidade em nossa vida e isso é possível quando amamos uns aos outros, não meramente em palavras, mas principalmente em ações!


 Ricardo Pereira